Pela mão da utopiaComo se fosse noite eterna e fria
a luz crescesse pela mão da utopia
Como se fosse pedra indestrutível
Como se fosse bruma intransponível
Como se fosse, como se fosse o impossível
Floriu Abril
E todos saíram à rua Tão sua
Como se fosse manhã de eterna luz
E tudo fosse tão possível
O conceber do inconcebível
O perceber o imperceptível
O abrir da página ilegível
Cumpriu-se Abril
E todos deixaram a rua Tão nua
Como se fosse tarde que esqueceu
Que entardeceu porque uma vez teve manhã
Porque ela é coisa tão amorfa
Uma pergunta sem resposta
E mal nasceu a viram morta
Dilui-se Abril
Nas águas paradas dum rioTão frio
Como se fosse noite eterna e fria
E a luz crescesse pela mão da utopia
Como se fosse pedra indestrutível
Como se fosse bruma intransponível
Como se fosse ,como se fosse o impossível
Letra-Rogério Oliveira
Música-Marco Ferreira
3 comentários:
Grande tema.Grandes músicos. Grandes amigos.
Quem o ouviu, como eu, pela primeira vez, não o esquece.
Tenho pena de não poder estar convosco, mas estou na mesma luta, a cantar Abril.
Abraços e tudo de bom.
Grande Zé o mais importante é sem dúvida continuar a cantar Abril sem nunca por em causa a sua importancia assim como a da nossa amizade .
Grande Abraço
e ViVA AO 25 ABRIL
See Please Here
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